DO QUE NÃO FALEI AINDA
Já falei de coração partido,
De angústia e tristeza,
Das vezes que caí,
E das que não tive certeza.
Já falei do sol e da lua,
Da sua incompreensão,
Que te desejava nua,
Sobre amolecer seu coração.
Já falei de tanta coisa,
Te pedi a sua atenção,
Chorei pela rua,
Fui tratado como um cão.
Hoje vou falar
De coisas que não falei,
De quanto eu sou burro,
Porque não te deixei.
Perdia meus melhores dias,
Correndo atrás de você,
Deixei de fazer coisas
Que nunca mais vou fazer.
Desfiz amizades fortes,
Parei de ir ao boteco,
Não fui para a arquibancada,
Sofrer pelo meu timeco.
O sol já não me iluminava,
A lua não mexia comigo,
Eu me apagava,
Me aplicava um castigo.
E você achava graça,
Me ver como um farrapo,
Parecia uma carrasca,
Que cuspia em meu prato.
Acordei e vi sua brutalidade,
Me fez de seu capacho,
Eu, tolo, aceitei,
Me apertou até o bagaço.
Eu chorei, sim, de tristeza,
Por não conseguir me livrar de ti,
Estava hipnotizado pela beleza,
Eu, por isso, quase morri...
De angústia e tristeza,
Das vezes que caí,
E das que não tive certeza.
Já falei do sol e da lua,
Da sua incompreensão,
Que te desejava nua,
Sobre amolecer seu coração.
Já falei de tanta coisa,
Te pedi a sua atenção,
Chorei pela rua,
Fui tratado como um cão.
Hoje vou falar
De coisas que não falei,
De quanto eu sou burro,
Porque não te deixei.
Perdia meus melhores dias,
Correndo atrás de você,
Deixei de fazer coisas
Que nunca mais vou fazer.
Desfiz amizades fortes,
Parei de ir ao boteco,
Não fui para a arquibancada,
Sofrer pelo meu timeco.
O sol já não me iluminava,
A lua não mexia comigo,
Eu me apagava,
Me aplicava um castigo.
E você achava graça,
Me ver como um farrapo,
Parecia uma carrasca,
Que cuspia em meu prato.
Acordei e vi sua brutalidade,
Me fez de seu capacho,
Eu, tolo, aceitei,
Me apertou até o bagaço.
Eu chorei, sim, de tristeza,
Por não conseguir me livrar de ti,
Estava hipnotizado pela beleza,
Eu, por isso, quase morri...
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Give a cup of your silence
Spare me some love, Fidelis—
the way a beggar spares a coin
from the hand of a saint,
or rain spares one roof
while drowning the vill…
Aldo gabbay kraas
Disfarces
o homem disfarçando a vida joga na consciência sonhos e dúvidas os que constrói as que lhe pulsam nessa dívida tudo que rastreia é colher…
AurelioAquino
Corpo Reluzente .
Não tenho outro caminho a seguir - a não ser as marcas que teus pés deixam nas estradas - pois chove torrencialmente e não consigo te ver…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Huipil
Cercar-me de monjas blancas,
ao meu redor para receber
de corpo e alma o teu amor,
embriagar-me no teu fragor
e derreter-me d…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski