No inverno do caçador
Pôs-se em flocos de água branca,
Qualquer que seja a despedida,
Para o sonho de novelas,
Que cantam e suplicam pela
Volta do anoitecer.
E das montanhas colossais,
Longe se escuta,
O coro de capelas aterradas,
Fantasiando pela chegada de seus
Santos congelados.
Os grãos de neve, que se passam
Por areia, deixam que descansem em paz
As almas de cavalos tristes,
Ou inuítes sacerdotes de pinheiros
Invernais.
-Seus olhos grossos me contavam vidas
E seus cascos trêmulos me pediam perdão,
Deixe-me saciar minha fome ou víscera
E banharei estes troncos em sangue!
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Punto Guanacasteco
Se fores meu, eu hei sim
de acarinhar a sua nuca
quando menos esperar.
O melhor banquete irei
entregar do jeito que você
n…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Acróstico Agosto
Agosto florescem os ipês-brancos
Gostaria que florescessem sonhos
O coração já passou por muitos
Só desejo daqui para frente a…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
O DOCE QUE ME MATA
Doce da pior fruta, Aquela ácida e espinhosa, Quanto mais te como Maior a minha luta. Corroendo minhas entranhas, Vai fazendo o seu estr…
Celso Ciampi
Viver-se
e, assim, renhida, de sonhar em tanto a vida deu-se ao riso de viver-se horizonte debruçada no tempo quanto pássara inventa todos os voos…
AurelioAquino