O petroleiro
Tocou a buzina no mar,
Na vista, o petroleiro
E nós dois nesse barquinho
Só eu e a Sereia.
Botei a mão na água,
É gelada e tive medo,
A costa é longe,
O remo é curto
Só queria meu pé na areia
Sinto um toque,
Um cutucão
Vejo sua brisa
Vejo sua mão,
Não tem mais tempo,
Tenho que ir,
Mas ir para onde?
Não há tempo de vir
Sem salvação só resta tentar
A correnteza vai me levar
Estico o braço
Eu bato o pé,
A ponta afiada
Eu vejo a maré
Nos olhos tem sal
Na boca salgado,
No peito tem água
E lá fora, mais nada
Tentei me livrar, tentei me
Soltar,
Mas era o mar a me agarrar
Agora profundo,
Um feixe de luz
Um medo no peito
Uma calma na cruz
Tocou a buzina,
Mais uma vez,
Mas no barquinho,
A avidez.
Quem me diria,
Quem vai deixar
Que entre na água
Os filhos do mar
Deixei-me afogar
Deixei-me levar
Porém é assim
Que se deve deixar
Nas mãos do destino
Nas ondas do mar.
Na vista, o petroleiro
E nós dois nesse barquinho
Só eu e a Sereia.
Botei a mão na água,
É gelada e tive medo,
A costa é longe,
O remo é curto
Só queria meu pé na areia
Sinto um toque,
Um cutucão
Vejo sua brisa
Vejo sua mão,
Não tem mais tempo,
Tenho que ir,
Mas ir para onde?
Não há tempo de vir
Sem salvação só resta tentar
A correnteza vai me levar
Estico o braço
Eu bato o pé,
A ponta afiada
Eu vejo a maré
Nos olhos tem sal
Na boca salgado,
No peito tem água
E lá fora, mais nada
Tentei me livrar, tentei me
Soltar,
Mas era o mar a me agarrar
Agora profundo,
Um feixe de luz
Um medo no peito
Uma calma na cruz
Tocou a buzina,
Mais uma vez,
Mas no barquinho,
A avidez.
Quem me diria,
Quem vai deixar
Que entre na água
Os filhos do mar
Deixei-me afogar
Deixei-me levar
Porém é assim
Que se deve deixar
Nas mãos do destino
Nas ondas do mar.
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