Torna-te humano
O homem não nasce humano
Humanidade não vem de nascença
Tampouco depende de crença
É uma conquista, mais que uma bença
Se careces de quem o convença
Talvez morra na pendença
Ela se aprende é na vivença.
É no contato com teu semelhante
Na lágrima do imigrante
Num comentário deselegante
No orgulho do doutor arrogante
Na simplicidade do ignorante
Na beleza de uma tela inebriante
Na sinceridade do infante
No soar de uma música contagiante.
Não ignores, da criação és coautor
Tens o poder de criar e de destruir
De limpar e de poluir
De acolher ou de excluir
De, como uma fera, atacar
Ou, de como um deus, cerzir.
Mas se ao Olimpo pretendes subir
Humano antes hás de devenir.
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