DAQUI DO MEU BANGALÔ
Daqui do meu bangalô dá para ver o mar, como está chovendo nesta cidade, neste lugar. Daqui fico a imaginar e sentir a tristeza que me ronda, por causa da ausência do sol e já do frio que me sonda para preparar um cobertor, pois estou longe do meu querido amor. Resta apenas neste momento esperar que o tempo mude, mas a chuva não dá tréguas caindo no solo rude. A rede me sustenta e balança, sem ter ondas no mar que fazem aquela dança. Continuo a observar na esperança de o tempo mudar. Já faz dois dias que assim está, chove chuva fina que me dá saudades da minha menina. O lugar é bom, gostoso de se estar, praia tropical, mas ao invés de sol, é somente chuva e mar. Isso tudo grande coisa me ensina, que o tempo é independente, seja sol, seja neblina em tudo devo estar contente. Que maravilha o sol apareceu, brilhando resplandecente num apogeu, nos aquecendo. Trazendo de volta a alegria neste lugar, fazendo despertar os que tem prazer em estar no mar. Quanto a mim não basta o calor do sol, sem meu amor, sem seu calor debaixo do lençol. A solidão me desgasta e a tristeza me arrasta olhando para aquele farol.
Erimar Lopes.
Erimar Lopes.
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