Só a árvore e o homem levam o mundo por dentro
Um dia muito longe, sempre
perto de um tempo absorto, entre
gestos e passos.
Sob as árvores, com raízes
que teimam estar sós,
como os dias de cada ano.
Leva-se o olhar, que olha
as múltiplas arestas e frestas,
com um solitário silencioso silêncio.
Olhares das manhãs e das tardes,
em anonimato, de ombro a ombro.
As casas levam o mundo por dentro.
Nunca se conhecem todos os rostos
nem todas as palavras, por
se adensarem esquinas e caminhos.
Nos passos, nos gestos em conspiração.
Tão longe como se fosse perto.
Só a árvore e o homem levam o mundo por dentro.
Zita Viegas
perto de um tempo absorto, entre
gestos e passos.
Sob as árvores, com raízes
que teimam estar sós,
como os dias de cada ano.
Leva-se o olhar, que olha
as múltiplas arestas e frestas,
com um solitário silencioso silêncio.
Olhares das manhãs e das tardes,
em anonimato, de ombro a ombro.
As casas levam o mundo por dentro.
Nunca se conhecem todos os rostos
nem todas as palavras, por
se adensarem esquinas e caminhos.
Nos passos, nos gestos em conspiração.
Tão longe como se fosse perto.
Só a árvore e o homem levam o mundo por dentro.
Zita Viegas
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