Escrevo-te, assim, em cada verso,
Escrevo-te assim, em cada verso,
Mas sempre totalmente inverso,
Pois, amor, não sou eu que copio-
-te; apenas te escrevo e recrio.
Seria ilógico e desprovido de sentido
Deixar a tua amargura na minha poesia,
Não, não!; Tornei-a numa doce harmonia,
Que te encantaria e deixaria perdido.
Perdido no saber sobre o que podias ser,
Se tu fosses aquilo que eu tanto escrevo,
Em vez de seres o que eu tanto temo ler.
Esses teus olhos, tão escuros, tanto os vejo
Na minha poesia; mais profundos que o mar;
E tão, tão mais complexos do que rimar...
Mas sempre totalmente inverso,
Pois, amor, não sou eu que copio-
-te; apenas te escrevo e recrio.
Seria ilógico e desprovido de sentido
Deixar a tua amargura na minha poesia,
Não, não!; Tornei-a numa doce harmonia,
Que te encantaria e deixaria perdido.
Perdido no saber sobre o que podias ser,
Se tu fosses aquilo que eu tanto escrevo,
Em vez de seres o que eu tanto temo ler.
Esses teus olhos, tão escuros, tanto os vejo
Na minha poesia; mais profundos que o mar;
E tão, tão mais complexos do que rimar...
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