se esta tarde nascer
amanhã será poema
não saberei dizer
quem nascerá primeiro
se o poema amanhã
se amanhã a tarde
em mim tudo se difunde
tudo me pesa como direi
como um pesado lamento
são as margens deste rio
à margem de um poema
é o obscuro silêncio do sol
o luminoso ruído da noite
a tremenda solidão tremente
a mão em vão no vão da alma.
(Pedro Rodrigues de Menezes, tríptico)
amanhã será poema
não saberei dizer
quem nascerá primeiro
se o poema amanhã
se amanhã a tarde
em mim tudo se difunde
tudo me pesa como direi
como um pesado lamento
são as margens deste rio
à margem de um poema
é o obscuro silêncio do sol
o luminoso ruído da noite
a tremenda solidão tremente
a mão em vão no vão da alma.
(Pedro Rodrigues de Menezes, tríptico)
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