Pouco sei, pouco faço

Pouco faço,
Pouco sei,
Ando devagar,
Ao meu passo,
Dou o tudo,
Por nada,
O rumo,
Pela jornada,
Sonho o irreal
Suponho-o passível
D’alterações d’humor
Frequentes,
Inesperadas, sentimentos
Não se dão “de graça”
A quem passa,
Expressões não têm relevo,
Não se apalpam nem se aplaudem,
Suposto é sentir iludido,
O real sabendo-o falso,
Singular e diverso, a prumo
O trilho, caminho menos
Fácil, descalço e ferido
Ao passo que sei,
Não atinjo o ardor desejado
Desd’o início de mim
E do dilema do sucesso,
Me basta um ínfimo
Fragmento, uma fracção
De tido, do não tido
É outra história
Pra ser eu totalmente,
Moralmente imprópria
Minha memória
Febril fraca falida.
Joel Matos (Dezembro 2022)
http://joel-matos.blogspot.com
https://namastibet.wordpress.com
http://namastibetpoems.blogspot.com
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Palavras escritas.
Tudo que escrevo se torna em vão - não há resposta das palavras escritas : com muito amor e muita alegria - satisfação. Tudo que penso …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Maculável Mulher.
Por onde tu andares , lá estarei junto ... pois sempre que precisares de minha presença - com minhas mãos estendidas te recuperarei. Se…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Haicais sentido
Haicais sentido
Jorge E. Leal
Finjo no verão,
Não ver outras estações,
E curto as nuances. …
Julian Lael
Conluios
conluios maquetas inventários nada a limpo em momento algum ó, ninguém soube dizer como o velho barco ficara na praia por décadas, e de …
Darlan de Matos Cunha