CANSADO, MUITO CANSADO!
Cansado disso tudo,
Quase jogo a vida para o alto,
Se isso adiantasse...
Mas nada jogo.
Sofro, sem reclamar,
Todo dia tento outra vez,
Se hoje eu erro o que faço
Amanhã luto pelo certo.
Sou assim, um condenado,
Vivo preso em mim mesmo,
O meu triste passado,
É culpado do que não tenho.
Clamo pela libertação,
Vez ou outra de joelhos,
Meu pobre coração,
Não bate, só apanha.
Saco de pancadas,
Sofre golpes ininterruptos,
Ele não reclama de nada,
Engole o choro em soluços.
Cansado, estou cansado!
Me cansei outro dia,
Hoje também.
Meu dia é enrolado,
Não vale um vintém.
Quanta covardia!
E onde está meu amor?
Esse nunca apareceu,
Já vaão tarde meus anos!
Ele me esqueceu?
Era linda aquela moça,
Por quem me apaixonei,
Foi embora com sua bolsa,
Deu-se a um rei.
Eu, plebeu e sem recursos,
Por um tempo só chorei,
Depois eu morri, verdade!
Nessa vida que levei.
Quata tristeza?
Você não viu nada,
Aqui, com certeza,
Só há carne magoada...
Quase jogo a vida para o alto,
Se isso adiantasse...
Mas nada jogo.
Sofro, sem reclamar,
Todo dia tento outra vez,
Se hoje eu erro o que faço
Amanhã luto pelo certo.
Sou assim, um condenado,
Vivo preso em mim mesmo,
O meu triste passado,
É culpado do que não tenho.
Clamo pela libertação,
Vez ou outra de joelhos,
Meu pobre coração,
Não bate, só apanha.
Saco de pancadas,
Sofre golpes ininterruptos,
Ele não reclama de nada,
Engole o choro em soluços.
Cansado, estou cansado!
Me cansei outro dia,
Hoje também.
Meu dia é enrolado,
Não vale um vintém.
Quanta covardia!
E onde está meu amor?
Esse nunca apareceu,
Já vaão tarde meus anos!
Ele me esqueceu?
Era linda aquela moça,
Por quem me apaixonei,
Foi embora com sua bolsa,
Deu-se a um rei.
Eu, plebeu e sem recursos,
Por um tempo só chorei,
Depois eu morri, verdade!
Nessa vida que levei.
Quata tristeza?
Você não viu nada,
Aqui, com certeza,
Só há carne magoada...
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