CORTES
Eu não entendo de dores
Não aprendi medi-las a intensidade
Deve todas doer iguais
Pelos músculos
Pelos ossos
Órgãos
Corpo e ademais
Entendo mesmo é de olhares
De silêncios e palavras
Inclusive os profundos as proferidas as vãs
Que abrem valas
Soterram lábios
De alguma forma contumaz
E que num único tino de paixão
O amor refaz e as torna sãs
Ainda que apavora-me a língua
Pelos cortes que ela faz
Sempre sempre sempre será paz
Não aprendi medi-las a intensidade
Deve todas doer iguais
Pelos músculos
Pelos ossos
Órgãos
Corpo e ademais
Entendo mesmo é de olhares
De silêncios e palavras
Inclusive os profundos as proferidas as vãs
Que abrem valas
Soterram lábios
De alguma forma contumaz
E que num único tino de paixão
O amor refaz e as torna sãs
Ainda que apavora-me a língua
Pelos cortes que ela faz
Sempre sempre sempre será paz
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