Dos viveres do verbo
o poema transgride
tudo que a palavra admite
como se dize-la em verso
nunca admitisse
não dizê-la como tanta
que estivesse em riste
soletrando toda a vida
em todos seus limites
o poema é só um desperdício
das parcimônias do infinito
tudo que a palavra admite
como se dize-la em verso
nunca admitisse
não dizê-la como tanta
que estivesse em riste
soletrando toda a vida
em todos seus limites
o poema é só um desperdício
das parcimônias do infinito
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