me vejo sentado
no parapeito desse prédio.
minhas pernas balançam
inertes ao vazio;
o vento uiva
como se trouxesse mensagens
que nunca foram-me ditas,
segredos que nunca foram
formulados,
e sonhos que não serão
realizados.
em um ímpeto,
rompo a inércia:
me atiro do comodismo,
e enfrento essa quimera bipolar
que existe dentro de mim.
onde ora me prende,
ora me julga,
ora me entende,
ora me empurra.
ao me lançar,
sinto o vento em meu rosto
as lágrimas voando,
o destino não importa,
o abismo me chama;
até que meus pés tocam o chão:
eu levantei da cama.
no parapeito desse prédio.
minhas pernas balançam
inertes ao vazio;
o vento uiva
como se trouxesse mensagens
que nunca foram-me ditas,
segredos que nunca foram
formulados,
e sonhos que não serão
realizados.
em um ímpeto,
rompo a inércia:
me atiro do comodismo,
e enfrento essa quimera bipolar
que existe dentro de mim.
onde ora me prende,
ora me julga,
ora me entende,
ora me empurra.
ao me lançar,
sinto o vento em meu rosto
as lágrimas voando,
o destino não importa,
o abismo me chama;
até que meus pés tocam o chão:
eu levantei da cama.
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