PENUMBRA
Para que as cores
Se em branco e preto ela reluz
Se na plenitude sua morenice
Combina devaneios
Entre o extremo doce escuro
E o macio meio cinza aceso
Da perfeição da luz
Para que as cores
Se perdem efeitos
Pudores regalos ardores acasos
Se ela é raro vaso de desejos
Que ao transbordar seduz
Se molha-se na penumbra do luar
E de sonhar despejo-me
Na pequenez do avesso diverso
Porque ela é céu
Em todas as fases e faces
Na textura de mil tons
Do todo assim intenso
Por ser divina é poesia
Eu verso
Se em branco e preto ela reluz
Se na plenitude sua morenice
Combina devaneios
Entre o extremo doce escuro
E o macio meio cinza aceso
Da perfeição da luz
Para que as cores
Se perdem efeitos
Pudores regalos ardores acasos
Se ela é raro vaso de desejos
Que ao transbordar seduz
Se molha-se na penumbra do luar
E de sonhar despejo-me
Na pequenez do avesso diverso
Porque ela é céu
Em todas as fases e faces
Na textura de mil tons
Do todo assim intenso
Por ser divina é poesia
Eu verso
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