Desesperança
A desesperança do desespero que me impregna,
Totalitário e cacique omnipresente sem chama,
A ladainha onde invoco o destemor do irresoluto,
Depauperada alma que me abandonou à má sorte,
As desventuras fúteis em que não me encontrei,
As caras mimetizadas de mim que me rodeiam,
Os meus outros Eus igualmente sós e vagantes,
Serpenteando carentes em mundos paralelos,
Irracionalismo metodicamente enclausurado,
Que nos circunda em laivos de retórica insana.
A maravilhosa chuva de fogo que me consome,
Me acalma as ânsias deleitosas proscritas há muito,
Onde não reina ninguém nem vigora nada transcrito,
As interjeições que desapareceram do meu ser,
O absolutismo do meu parco parecer relativo,
As minudências fantasmagóricas enlouquecidas,
Onde me afogo nas alvoradas do meu ensandecer,
O aprofundar da transposição da última fronteira,
Cada vez mais irremediável na sua proximidade,
Cada vez mais inadiável na sua resolução final.
Lisboa, 9-9-2013
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Missy my love
Missy my love You are the sunshine I am happy that we love Each other Missy you give me Lots of kisses Sweater than honey Also dad You pl…
Aldo gabbay kraas
O Orvalho.
O Orvalho que nesta madrugada caem sobre esta terra ... é para renovar a reprodução de todas as sementes - de todas as espécies que irã…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski