A esperança sentou-se na margem do Poema

Este meu pequeno poema,
tanto é triste como tem sentimento,
ele é forte como grandes rajadas de vento.
Se nele se sentir só tristeza!
Essa tristeza, não vem de ninguém,
ela vem das mudanças que o tempo tem,
que nos trás a esperança
de lindos dias de bonança.
Nem importa, ao tempo,
nem ao mais longínquo passado,
que sejas fiel ou infiel,
ou mesmo se cometeste um pecado.
Eu fico aqui junto à margem deste meu poema,
na esperança que deixes de ser suprema,
e penses, nas horas que são breves,
como as pobres cartas que me escreves,
Que delas faço barquinhos de papel!
que naufragam nas ondas desta paixão 
alojada aqui bem dentro do meu coração.

Luzerna, 20.01.2024, Joao Neves
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