Ao olhar, olhei…e vi vestígios da solidão

Olhei de soslaio e vislumbrei na cúpula do tempo
Um segundo desvirginar a ladeira da solidão ali pendente
De súbito um pênsil murmúrio sustenta toda esta ilusão ardente
Ao olhar, olhei…vestígios da solidão e assim num manto de preces
Invisíveis ornamentei a sinagoga da esperança onde mora esta fé confidente
Num momento de prazer deixei a verve de palavras escrevinhar um eco estridente
Mordendo e sorvendo cada carícia prosaica, poética, lírica e tão omnipresente
Deixei sucumbir um verbo bordado no naperon dos sussurros luminescentes
Todo ele apascenta um lambuzado desejo vasculhado por ofegantes afagos reincidentes
Frederico de Castro
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.