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Confesso,
Meti uma mulher na minha casa.
Um abecesso.
Na esperança do desconhecido,
Na vontade de mudança.
Esperança, efémera.
Não querendo, procurei te.
O toque, o cheiro,
Nada se assemelhou.
Fechei os olhos e desejei te,
E não eras tu,
E nunca serás.
Ou,
O barco passou e partiu
E fico a ver da costa,
Na esperança ténue,
Vã,
Que um dia volte.
Ou
Reclamo da sorte
E vivo esta vida de desnorte.
São ambas a mesma coisa,
Ei, que corte.
Que morte.
Não sei como te aborte.
Meti uma mulher na minha casa.
Um abecesso.
Na esperança do desconhecido,
Na vontade de mudança.
Esperança, efémera.
Não querendo, procurei te.
O toque, o cheiro,
Nada se assemelhou.
Fechei os olhos e desejei te,
E não eras tu,
E nunca serás.
Ou,
O barco passou e partiu
E fico a ver da costa,
Na esperança ténue,
Vã,
Que um dia volte.
Ou
Reclamo da sorte
E vivo esta vida de desnorte.
São ambas a mesma coisa,
Ei, que corte.
Que morte.
Não sei como te aborte.
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