A mente mente
Acabo de pegar uma porção de tempo.
Não muito longe, também não muito perto.
Não muito quente, nem muito frio.
Só uma porção do agora,
Neste instante nesta hora.
Fui lá fora...
E tudo estava parado.
Só o tempo quem levava o vento.
E a noite dormia, sob o sereno, gemia.
Mas tudo estava parado.
Sei, que só porque eu observava.
Braços estendidos no tempo, para o tempo.
Então eu o toquei...
Acariciei, moldei-o em meu pensamento.
Então me ri de mim.
Vendo-me com tanto poder,
De até o tempo poder deter.
Enide Santos 03/05/14
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