A Imortalidade Perdida





O sonho equívoco da perpetuidade da vida,
Para além do céu estrelado pirilâmpico,
Pelas constelações serpenteando agnóstico,
Na procura vã de recolher à minha ermida.

A falência do bem incorrupto paradisíaco,
O maniqueísmo que subsiste em nós,
Interpretado na secular vivência a sós,
No dealbar de um devaneio afrodisíaco.

A filosofia da humanidade absorvida,
Diz-nos sem hesitações o caminho,
Irreversível para um fim sozinho,
Intransigente sem contrapartida.

A utopia da salvação e eternidade,
Difundida até à exaustão em delírio,
Idolatrando a alma em martírio,
Amordaçando o facho da liberdade.


Lisboa, 21-9-2013

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