In memoriam
Acorda ela com o cabelo em pé,
com uma meia perdida no meio dos lençóis e almofadas espalhadas no chão vasto.
Uma rotina por que passar, escola, casa, almoço, escola, casa.
Acorda outra vez com o cabelo em pé,
desta vez sem meias se deitou na noite passada,
mas uma camisola vestiu e aconchegou-se às almofadas.
Cada dia é um novo dia dizem eles,
mas cada dia é o mesmo que o de ontem, e de antes de ontem,
cada dia passa com um sorriso na cara enferrujado,
com frio nas mãos e olhos envermelhados.
Cada dia é um novo dia,
mas de novo apenas o prato onde ela janta,
de resto tudo continua como desde o primeiro dia
em que os olhos pela primeira vez o sol viram.
Ela senta-se no cama de mente vazia,
apenas imagens de memórias com ele lhe correm pela visão,
como se revivesse, sentisse e ouvisse tudo outra vez.
Ela sente saudade.
Ela sente.
Ela sente saudades dos tic tacs que pareciam ilimitados cheios de sentimentos puros.
Ela sente saudades da personalidade
antes de se ter alterado para o: “porque faz parte da adolescência”.
Ela sente saudades de quando sentia felicidade sem prever a melancolia.
Ela sente saudades de se sentir amada.
Ela sente saudades da voz que esperava todos os dias.
Ela sente muito, mas também sente que ninguém sente por ela o que ela sente por tudo
e por ele.
Ela espera para que o sentimento se desapegue dela,
mas sabe que por muito que espere,
nem ele nem o sentimento encontrarão o rumo que ela quer.
com uma meia perdida no meio dos lençóis e almofadas espalhadas no chão vasto.
Uma rotina por que passar, escola, casa, almoço, escola, casa.
Acorda outra vez com o cabelo em pé,
desta vez sem meias se deitou na noite passada,
mas uma camisola vestiu e aconchegou-se às almofadas.
Cada dia é um novo dia dizem eles,
mas cada dia é o mesmo que o de ontem, e de antes de ontem,
cada dia passa com um sorriso na cara enferrujado,
com frio nas mãos e olhos envermelhados.
Cada dia é um novo dia,
mas de novo apenas o prato onde ela janta,
de resto tudo continua como desde o primeiro dia
em que os olhos pela primeira vez o sol viram.
Ela senta-se no cama de mente vazia,
apenas imagens de memórias com ele lhe correm pela visão,
como se revivesse, sentisse e ouvisse tudo outra vez.
Ela sente saudade.
Ela sente.
Ela sente saudades dos tic tacs que pareciam ilimitados cheios de sentimentos puros.
Ela sente saudades da personalidade
antes de se ter alterado para o: “porque faz parte da adolescência”.
Ela sente saudades de quando sentia felicidade sem prever a melancolia.
Ela sente saudades de se sentir amada.
Ela sente saudades da voz que esperava todos os dias.
Ela sente muito, mas também sente que ninguém sente por ela o que ela sente por tudo
e por ele.
Ela espera para que o sentimento se desapegue dela,
mas sabe que por muito que espere,
nem ele nem o sentimento encontrarão o rumo que ela quer.
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