Entre as mãos...o silêncio

Um anárquico murmúrio dessedenta a luz da manhã que renasce
Tão altiva, tão absurdamente compassiva, mui anónima e tão viva
Sorve do tempo um madrigal eco que se esboroa numa prece altiva
Entre as mãos…o silêncio reflete-se num reflexivo sorriso bem hidratado
Faz até chorar e corar de prazer um lamento esquivo gemendo manietado
Faz cócegas à alma algemada a cada cardíaco prazer felino e enamorado
Entre as mãos…o silêncio escorre pelas artérias da ilusão quase ardilosa
Alimenta os mais sorrateiros desejos ecoando numa carícia tão deliciosa
Esparge nos céus um aguaceiro de cristalinas fluorescências mais sumptuosas
Frederico de Castro
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