Eu sinto falta
Eu sinto falta
Das conversas num canto da sala... diante da mesa
Agora? Nem o telefone toca, só sinaliza
Eu sinto falta, em dias comuns,
da mesa cheia de gente ruidosa,
a recitar sonoras liras.
Eu sinto falta
da fila do circo, em dias de espetáculo
era tudo tão alegre: cores, músicas, picadeiro
Eu sinto falta
das reuniões da escola
e dos dias festivos
Quem dera eu pudesse...
Rememoro as repetições cansativas...
Dia das mães, dos pais, dos aniversários
Lembro dos abraços regados a suor e lágrimas
E o que falar dos preparativos para as viagens?
Agora? Parece que a vida carece de sentido
Se todos os dias são iguais, como fazer renascer novos sentidos?
Fátima Rodrigues. Expedicionários, João Pessoa, Paraíba, Brasil em 19 de fevereiro de 2024.
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