Poemas e Poesias.
" O Inferninho "
Nunca vi um corpo
tão decaído ... ele
voltava de um inferninho,
estava tão bêbedo que ao
chegar ao portão de sua casa,
foi caindo...caindo... e deitou-se
na grama orvalhada de uma certa
madrugada : por não ter sido nada
amado por uma mulher que disse
que não o amava.
Seu corpo agora no chão deitado;
subia e descia das profundezas da
terra ... querendo engoli-lo , pois
sentiu sua mente dançar : nas mãos
de muitas damas da noite, que o
levava para uma terra encantada.
Assim foi ele todo feliz, e dizendo
melhor que isso... somente viver
eternamente em um paraíso. Então
o bêbado decaído ficou toda sua
eternidade muito alegre ... por ter
o mesmo morrido. Assim dizem todos
os rejeitados e nunca amados, querem
de qualquer jeito acompanhar ; este
homem que pela terra foi tragado e
muito amado.
Ademir o poeta.
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