Águas da Março

Ouço o vento do lado oposto,
aposto que são águas de Março a chegar
sinto esta chuva fria, bater-me no rosto,
ela enfurece gaivotas, que não param de grasnar.

A chuva penetrava no meu corpo,
com a intensidade da dor.
A música entoava no silêncio dum Fevereiro já morto
neste mês nascem águas de Março pra dar de beber a toda flor

Já sinto a felicidade florir dentro do meu coração
que implora a chegada da claridade dum novo dia
também ele, derrama lágrimas de emoção 

Tudo na esperança que as águas de Março não deixem de regar
e enfeitar a nossa alma com muita paz, saúde, alegria
e nunca deixem de enflorear a Primavera que está pra chegar.


Luzern, 05.03.2024, João Neves.
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