Os meus olhos
Guarda, se possível, a cor das paredes do quarto,
as flores desbotadas do tapete,
a lâmpada fundida junto ao teu lugar na cama,
o pó mergulhado na textura das cortinas,
a janela aberta em dias de vento,
o cheiro a alfazema do roupeiro,
os álbuns dentro das gavetas como memórias que
o teu corpo desejou no meu, só não guardes, por favor,
o som daquela porta a bater nas tuas costas,
pois esse, foi o som que guardaram os meus olhos.
as flores desbotadas do tapete,
a lâmpada fundida junto ao teu lugar na cama,
o pó mergulhado na textura das cortinas,
a janela aberta em dias de vento,
o cheiro a alfazema do roupeiro,
os álbuns dentro das gavetas como memórias que
o teu corpo desejou no meu, só não guardes, por favor,
o som daquela porta a bater nas tuas costas,
pois esse, foi o som que guardaram os meus olhos.
Comentários (1)
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2017-04-26
Lembranças são inevitáveis. O desfecho deste poema foi incrível. Gosto desse estilo.
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