Os vultos da saudade
Deixa-me repousar o cansaço dos dias do lado de dentro
do teu olhar, nessa paz onde se desfiam as linhas que cosem
o mundo e se tecem de novo as palavras que a terra aniquilou.
Deixa que esse manto verde onde se desfadiga o corpo seja
sono puro de criança como o foi o meu peito noutras noites, mas
não adormeças tu, guarda-me os pesadelos que a aleivosia da noite
trouxer (tais punhais afiados que ferem a mais ténue das lembranças) –
as sombras que me tocam são vultos que à saudade pertencem.
do teu olhar, nessa paz onde se desfiam as linhas que cosem
o mundo e se tecem de novo as palavras que a terra aniquilou.
Deixa que esse manto verde onde se desfadiga o corpo seja
sono puro de criança como o foi o meu peito noutras noites, mas
não adormeças tu, guarda-me os pesadelos que a aleivosia da noite
trouxer (tais punhais afiados que ferem a mais ténue das lembranças) –
as sombras que me tocam são vultos que à saudade pertencem.
Comentários (2)
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2017-05-01
Belas palavras inquietas.
2017-04-26
Intenso tal qual um mar revolto. Beleza impetuosa das ondas.
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