FRAGMENTOS I
Fragmentos de poesia,
grito de alma, triste e atormentado,
oprimido, na coletânea de silêncios
que se amontoam no mundo da utopia.
Silva no ar, um ronco prolongado,
ponte de tédio do ontem e doagora,
martelando frases numa obra abstrata,
enigmática sem rosto, decantada na magia
mensagem de fantasia, vandalizada e jogada fora
Utilizada, caída, esquecida debota no tempo,
como suspiros que jazem no chão da noite,
esmagadas no interlúdio ignóbildo pensamento.
João Murty
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