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Insônias verbais

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Natal vivência
AurelioAquino
AurelioAquino
o poema
dá-se à fala
arruaça verbal
solta na praça
tudo do verbo
em sua trama
tenta bordar
o sonho ou a sanha
amanhecido
vagando a insônia
o poeta dorme contrito
os verbos que sonha
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AurelioAquino BR

AurelioAquino

1952-01-29 · Parahyba

Deixo-me estar nos verbos que consinto, os que me inventam, os que sempre sinto.

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