Sob o luar, uma vampira se senta sozinha,
Com uma taça de vinho, ela olha para a lua.
Lembranças de sua vida mortal começam a surgir,
Como ondas quebrando na praia, elas continuam a vir.

Ela lembra do calor do sol em sua pele,
Do riso e do amor, da vida que a fere.
Agora, ela é uma criatura da noite,
Vivendo na escuridão, longe da luz.

Ela bebe seu vinho, tão vermelho quanto o sangue,
E pensa na vida que deixou para trás.
Ela era uma vez humana, cheia de vida e amor,
Agora, ela é uma vampira, com a eternidade e a dor.

Ela olha para a lua, tão brilhante e clara,
E sente uma tristeza que só pode suportar.
Ela era uma vez mortal, mas agora não é mais,
Ela é uma vampira, presa no passado.

Mas mesmo assim, ela encontra beleza na noite,
Na quietude, na escuridão, na luz da lua.
Ela bebe seu vinho e lembra de sua vida,
Uma vampira sob a lua, cortada como uma faca
suas lembranças sangram.
causando feridas que jamais iram cicatrizar.


Luciana A. Schlei


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