Rosa caída

No charco do tempo caiu uma rosa rubra
Volátil e tão despojada
Desvela o doce mandriar de uma
Luminescência enamorada
Pintalga nos terraços do céu uma serena
Carícia tão, tão abreviada
Sem mais espalhafatos o dia tatua cada silêncio
Esdrúxulo e bem sedimentado
Lava meus olhos tolhidos com as lágrimas
Depositadas no odre de um eco ousado
Passarinham pela tempestade mais intrépida
Dos meus desejos quase asfixiados
Frederico de Castro
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