SIRVO?
Se eu sirvo para algo,
Talvez seja para nada,
Sem função no mundo,
Não tenho missão dada.
Mas disseram uma vez
Que todo alguém tem um por quê.
Eu nem sei porque existo,
Será apenas para viver?
Minha missão é respirar,
Encher o mundo de restos,
Comer e depois descansar.
Sou um tremendo insucesso!
Não sou visto,
Não sou cumprimentado,
Não tenho amigos,
Não sou nem namorado...
E o mundo vai rodando,
Em torno do sol,
Que está me queimando,
Sem o menor dó.
Sirvo? Posso até servir
De calço para abusados,
Que não querem dividir,
Seus bens acumulados.
Se eu me for agora,
Ninguém vai chorar,
Acho que nem mesmo os vermes,
Vão querer me degustar...
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