Corro
Quanto mais
Tanto menos...
Mais distante de mim
Próxima ao silêncio
Sou caos, desordem
Mais perto,
Mais caótica
Dor,
Silêncio
Num eu inquieto
Corro
Pra um abismo
Confuso
Me devoro na gula da vida
Vomito cacos de ilusão
Choro...
Meu vazio particular
Um eco perturbador
Corro
E não vejo nada
Me aquieto,
Cansada,
Num colo selecionado
Para aninhar minha alma,
Com calma,
Na ânsia passageira
De ser quem sou:
Um frêmito suspiro
Num absurdo de angústias,
Num segundo eterno
De tudo e nada
O som do caos
Pulsa em minhas veias
Viver é perder-se
Nas inexplicáveis
Insensatas
Experiências
Viver é ser
Fogo
Brasa
Nada
E calar-se
No cansaço
...
2024
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