Vejo o mundo girando,
No seu vagar constante,
Ele vai desbravando
O espaço, esse gigante.

Em cada volta que ele dá,
Novas coisas acontecem,
O passado, deixa ele para lá,
Principalmente o que o aborrece!

E sinta como tudo é perfeito,
Até as imperfeições,
Tudo é bem acertado,
Sem improvisações.

Volta após volta,
O mundo se renova,
E não adianta sua revolta,
Fica frio e suporta!

Belo e preciso,
O mundo corre com juízo.
O homem, impreciso,
Causa a ele prejuízo.

Mas o mundo não revida,
É manso e dadivoso,
Ele é vítima de nossa vida,
Que lhe rouba o repouso.

Dizem que ele um dia se acaba,
O que eu duvido,
A pura verdade, que eu saiba,
É que o nosso tempo é medido.

Enquanto isso ele tenta sobreviver,
Vai se adaptando,
E, para não morrer,
Acaba nos matando...

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