Do poema no poeta I
o poema é um desate
dos nós do poeta
na corda das palavras
é assim um garimpo
nas minas da alma
a bamburra do sonho
os comícios da verdade
o verbo trança o mundo
o poeta apenas arde
as fogueiras de si
nas brasas em que cabe
o poema é um desate
dos nós do poeta
na corda das palavras
é assim um garimpo
nas minas da alma
a bamburra do sonho
os comícios da verdade
o verbo trança o mundo
o poeta apenas arde
as fogueiras de si
nas brasas em que cabe