Amor Desesperado
Em noites de cão, sob um céu de chumbo,
Teus olhos, abismos onde me afogo.
Um amor de farrapo, sujo e absurdo,
Que me consome, me devora, me obriga.
Tu és a heroína de um romance barato,
A musa de um poeta marginal.
Teus beijos, veneno doce, um trato barato,
Que me mantém vivo, à beira do abismo fatal.
Nos becos da cidade, onde a noite se esconde,
Nos bares escuros, onde a alma se perde,
Te procuro em cada rosto, em cada canto,
Um fantasma te perseguindo, um amor que se perde.
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