Quando Realmente Escrevi
Quando Realmente Escrevi
Quando deixei de sorrir em falso,
Quando chorei por uma companhia.
Sempre que me escondia, buscava meu ser.
Preciso realmente viver
sentir que não preciso morrer, esconder-me.
Puxa vida! Corri, corri até cansar,
agora descanso...
Quando realmente escrevi,
Quando realmente chorei,
Quando realmente sorri,
Quando realmente senti a vida.
Peço ora você, ora eu.
Descreves o mar e suas pródigas aventuras.
Pois digo lhe:
escutes o cantar dos pássaros,
o perfume das flores,
o choro entremeado das árvores.
Aí corra, corra campo afora,
deite-se e olhe para cima
e veja as nuvens azuladas
passe a mão envolta e percebas
o macio do tapete verde.
Chorei. Talvez, eu não tenha o mar e a areia...
Mas sorri, porque tenho:
o verde,
os pássaros,
as flores,
a mata
e sua saudade...
Fernando Serrate
Sem Data, mas Eterna
Comentários (1)
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2014-07-18
Com certeza, Eterna. Parabéns!
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