LIBERTAS QUAE SERA TAMEN
Arrancaram nossas línguas
e nos obrigaram a comer suas fezes.
Não contentes, no meio da madrugada,
arrancaram nossos olhos,
nossas peles, fingindo nos amar,
nos proteger
daquilo que nem ao menos sabíamos.
Ao contrário de Odisseu,
não taparam nossos ouvidos com cera,
deixaram-nos à mercê das sereias,
enquanto violentavam nossas mulheres
e se alimentavam de nossos filhos.
Com os ossos à mostra,
resta-nos apenas sentir o frio.
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