A vida aprontou
Mais uma das suas,
É assim desde sempre,
Nunca tenho sossego.

Mas eu tenho que viver,
Todo dia amanhece de novo,
Eu acordo ainda lento,
De que adianta se eu corro?

O negócio é segurar
Cada barra que me dão,
Caminho equilibrando,
Às vezes sem ter chão.

Desde sempre é assim,
Talvez tenha feito más escolhas,
Quando olho para trás,
Ainda vejo que não foram.

Posso estar cego,
Ou me achar infalível,
Mas é certo que falhei,
E isso é possível.

Onde errei ainda é incerto,
Tenho que olhar com mais cuidado.
Eu acho é que está perto
Conseguir o que eu tenho desejado.

E o mundo ainda insiste
Em cair nas minhas costas,
Ele vem de dedo em riste,
Não aceita minhas propostas.

E todo dia é um novo dia,
Mas cheio de coisas velhas,
Não consigo me desfazer
Dessas tralhas que me pesam...

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