o céu cinzento das bocas
se eu soubesse contar pelos ingénuos dedos da infância
de quantas terríveis mortes são feitas todas as minhas veias
a palavra talvez talvez tivesse a extraordinária física de um astro
e eu pudesse no silêncio brilhante de quem não escuta
escrever que no circadiano ritmo destas outonais cabeças
há só línguas martelando o céu cinzento das suas bocas
(Pedro Rodrigues de Menezes, "o céu cinzento das bocas")
Comentários (2)
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Menac
2024-09-14
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Rosália Oliveira
2024-09-09
Extraordinário para quando um livro de poemas?
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