Fechei os olhos e olhei pra dentro de cada sonho profícuo
Ali, onde o dia renasce íntimo, sereno e longínquo
Além onde o olhar penetra escondido, sorrindo, grandíloquo

Fechei os olhos e deixei que cada pestanejar visse o relampejar
Daquela carícia anatómica, insinuante e tão, tão expiatória 
Assim jaz a manhã desnudando uma brisa felina, ferida…propiciatória

Frederico de Castro

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