os amigos
os amigos entardecem como papoilas
pousadas sobre o silêncio da garganta
penso, peso, escrevo, digo - axioma
que há campos póstumos de papoilas
que os amigos são as próprias amoras
invisíveis e negras no esquecimento da noite
absolvidos no absoluto tempo do crânio
rio, bato palmas, não regresso.
Poema dedicado ao Herberto
(Pedro Rodrigues de Menezes, "os amigos")
Comentários (1)
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Rosália Oliveira
2024-10-14
Sempre tu meu grande amigo parabéns pela tua inteligência ??
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