Encubado na sala
ao ar condicionado,
ao mofo da placa mãe,
ao monitor sentado,
Paro e olho: (Pomodoro!)
por através das janelas
a paisagem em suplício
ao longe as mazelas;
Os cortados campos
por rodovia enorme,
luzes que se cruzam
em velocidades ferozes.
Bateu o sentimento:
de canção à gaiola,
querendo cantar,
avoar, ir embora.
Coa febre do rato
descendo a sós
(brutalismo quadrado
degenerando a nós).
Na passarela estreita
onde vou subir
há ferrugem metal,
medo me vem de cair.
O trafego tá quieto,
ofegante também.
Anseio o fim do dia
me amar com meu bem.
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