"Lua prateada"

Noite já vai muito alta,
num céu prometedor,
com a inquietude do vento? 
mas tudo não passa de um aparente rumor
de um luar que por vezes inunda a mata,
onde cai uma chuvinha cor de prata,
de um raríssimo esplendor
sentado o poeta tenta descrever como a lua é airosa,
e sua caneta escreve a história dolorosa, deste amor,
Lua!!! tu que estas aí misteriosa 
manda a tua luz prateada,
pra despertar minha adormentada amada,
que eu quero matar meus desejos,
e poder sofoca-la com meus beijos,
e eu que canto pra mulher que amo tanto,
ela não me ouve, ela já dorme,
e assim a noite chega ao fim,
nem a própria lua tem pena de mim,
pois ao ouvir a voz de quem cantava,
ela entre a fria neblina se escondeu,
lá no alto a lua se esquiva, pra ficar pensativa
assim foi que meu amor por ti desfaleceu.

Luzerna 21.10.2024, Joao Neves

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