MIL FANTASMAS
Eu criei mil fantasmas,
Todos eles para me assombrarem,
Hoje eles se multiplicaram,
Impossível de contar.
Vivo sendo perseguido
Por essas almas penadas,
Que de penas não têm nada,
São todas uma palhaçada.
Que besteira eu fiz,
Inventar esses monstros,
Agora não consigo me livrar,
Sou um monte de destroços.
Onde vou tem um,
Ficam a me rodear,
Alguns não mais me assustam,
Vêm mesmo para brincar.
Estou me livrando de um bom tanto,
Mas outros ocupam seu lugar,
Quanto mais procuro por santos,
Mais fantasmas vêm me atormentar.
Me entreguei, é verdade,
Essa sina eu criei,
Um dia morro de doença,
Mas, garanto, que voltarei...
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