Fala d’um homem vulgar
Sou um homem vulgar;
Nada de especial a assinalar.
Vejo as horas crescerem dias
e os dias amadurecerem noites.
Para manter as mãos ocupadas,
e a imobilidade não me doer nos ossos.
vou enfeitando as sombras com nadas…
nadas meus, que só eu sei ler;
coisas de pouca importância
para o rumo das estações
ou para o ritmo migratório dos pássaros.
Bebo os ventos para matar a sede de viajar,
de sair de mim…
Navego olhares pelos mares interiores,
degredos meus
em voluntárias condenações.
Sou um homem vulgar,
viajo no limite do meu corpo;
Este corpo sem tempo
que ainda leva alguns sonhos
mas que já perdeu o desejo de eternidade.
António Patrício Pereira
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Texto sobre o amor.
Minha noite é uma caminhada para o dia... que vem em silêncio se aproximando em cantos de chiados por passarinhos - meus olhos estão quei…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Coruja Doce ê..
Julian Lael
Porque inteligência é tão braba, Não há como fugir dela pinguim; E age na surdina, logo acaba, Com o intelecto do mai…
Julian Lael
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski