Ela é
Ela é fronteira com a Bolívia,
chá de erva-mate e o nascer do sol.
Tem dias em que ela é banho do rio,
e noutros, dançar na chuva.
Seu espaço é debaixo do céu mais azul,
se perdendo no marrom da cor dos meus olhos.
Ela é feita do soneto mais delicado,
um horizonte sutil, sem fôlego e sem fim,
nebulosa do coração, sim, ela é,
e meu lugar é ao lado dela.
E então nossos toques se encontraram.
Eu fui verde, e ela, o amarelo,
uma pintura renascentista,
com toques de revolução.
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