Anjos negros
Não há mais nada na vida
ninguem mais se lembra de mim
amor, sei que me amas,
mas não sofras tanto assim
também tu, entende, deixa-me ir
chegou a minha hora de partir
agora nada resta, além do meu corpo
no chão deitado, em dores enrrolado
esta mesma noite fria e sombria
pelos lobos irá ser devorado
aos poucos vejo muitos anjos
todos eles de negro e mal encarados
iniciam a agarrar-me forte
levam-me com eles até à hora da minha morte.
Luzerna, 03.11.2024, João Neves
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Flores e amores
Poderia ter nascido uma flor, mas o que nasceu era um sentimento.
Poderia ter sido uma rosa, mas era um amor.
Poderia estar em …
A poesia de JRUnder
Poeira em desencanto.
Tem vezes que quando observo o infinito - todas as cores despontam... e meus olhos e ouvidos ouvem o chiar das trombetas dos deuses. A t…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Brasil ! teus filhos exigem mudanças (soneto) - 11/05/2016
Brasil ! teus filhos exigem mudanças,
A mudança radical, te conclamam
Jazem de joelhos suas esperanças
Por um …
Armando A. C. Garcia
Naturalmente, (soneto) - 12/12/2017
Naturalmente, sonhando acordado
Controlando desejo e emoção
Verdade ou mentira, que importa então,
Se este meu…
Armando A. C. Garcia