Anjos negros

Não há mais nada na vida
ninguem mais se lembra de mim
amor, sei que me amas, 
mas não sofras tanto assim
também tu, entende, deixa-me ir
chegou a minha hora de partir
agora nada resta, além do meu corpo
no chão deitado, em dores enrrolado
esta mesma noite fria e sombria
pelos lobos irá ser devorado
aos poucos vejo muitos anjos
todos eles de negro e mal encarados
iniciam a agarrar-me forte 
levam-me com eles até à hora da minha morte.

Luzerna, 03.11.2024, João Neves

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