Todas as coisas dizíveis
Nas tuas mãos magras
guardas a raiz de todas as coisas
dizíveis…
Mãos de renúncia,
mãos de tudo fazer, de nada querer.
Mãos de vontade indomável
de força incontrolável… mãos.
De trabalhos feitas.
De amores vincados na dobra dos dedos
Brandos segredos,
tão velhos como o mundo,
derramados no silêncio da noite.
Mãos!… As tuas.
António Patrício Pereira
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