Ainda que tardia...
AH! Essa tal sociedade
Que me toma a liberdade
Como fosse um forte grilhão
A cercar-me os tornozelos
Faz-me escravo de zelos
Pelo que é certo, ou errado,
Parâmetros delimitados
Para causar-me flagelos!
Abra as asas, vida minha!
Pois se faz tarde, em verdade,
No pouco tempo em que resto.
No topo de qualquer colina,
Inflar-me da brisa divina
Que da insanidade, empresto!
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